17/06/2021 às 00h33min - Atualizada em 28/07/2020 às 00h32min

Vamos fazer um debate saudável?

Nesses últimos dias, conversei com muitos amigos comerciantes que nesse momento estão com dificuldades por causa desse novo padrão de horários que foram impostos para o funcionamento do comércio em geral.

Divulgação/Pixabay
Começo esse texto de hoje pedindo desculpas por ter sumido e não ter escrito nada nesses últimos dias, tive alguns problemas, mas não descuidei de procurar por conteúdos que possam interessar a você leitor.

Nesses últimos dias, conversei com muitos amigos comerciantes que nesse momento estão com dificuldades por causa desse novo padrão de horários que foram impostos para o funcionamento do comércio em geral. Realmente está muito difícil para todos, pois o sistema administrativo quer evitar aglomerações, mas desenvolveu uma ideia que na verdade, está aumentando as mesmas.

Ontem eu precisei ir à Lotérica quitar minhas contas e tive uma surpresa desagradável ao chegar lá e ver que está abrindo às dez da manhã. Eu não sabia disso e cheguei lá um pouco antes das oito da manhã. Logo depois um rapaz de moto e outras pessoas também. Com isso animei de ficar lá esperando abrir e ficamos conversando. Até chegar o horário, haviam se formado 3 filas na porta: A que eu estava, a preferencial e uma para quem foi pagar no lado da Lotérica.
 
No bate-papo, analisamos que, se tivesse iniciado o atendimento no horário normal, essas filas não teriam se formado evitando assim que mais de trinta pessoas ficassem esperando na rua. Outro problema: nos supermercados, a fila do lado de fora para as pessoas fazerem suas compras é um tanto quanto desrespeitoso, e só dá essas filas devido à redução no horário de atendimento. Chegamos ao consenso que se tudo estivesse funcionando em horário normal, porém tomando esses mesmos cuidados seria muito mais agradável para todos.

O assunto do momento em vários locais é o fechamento total do comércio ou o chamado lockdown, uma medida extrema e certamente funcional, mas, fazer uma paralisação desse nível em plena a colheita do café? Não é nada viável. Pensando nisso e conversando aqui e ali, chegamos á conclusão que esse procedimento seria muito mais eficiente se, a Federação o realizasse quando apareceram os primeiros casos confirmados do COVID 19. Vamos analisar juntos:

1º- Não estaríamos em meio á safra;
2º- o número de doentes seria muito menor;
3º – teria sido evitado algumas milhares de mortes;

Desenvolvendo essa ideia, se o lockdown fosse aplicado por quinze dias após o aparecimento dos primeiros casos, fechando desde rodoviárias até os aeroportos, os comércios em geral e, a ajuda do Governo Federal fosse aplicada uma única vez, qual seria o tamanho do prejuízo? Acredito que seria mínimo se levarmos em conta o número de pessoas que não morreriam. Assim, passado o período de manifestação desse vírus, quem apresentasse os sintomas permaneceria em isolamento e os demais retornariam às atividades normalmente. Com isso, hoje estaríamos numa situação mais confortável.

Claro que essas conclusões foram alcançadas em conversas informais entre amigos. Não sou formado em administração e muito menos entendo de Política, mas nessa minha existência aprendi a analisar certas situações de uma forma mais abrangente. Certos problemas, para serem resolvidos, precisam ser vistos de fora para dentro.
Na minha primeira publicação, eu citei um provérbio que diz: “O inteligente aprende com os próprios erros, mas o sábio aprende com os erros dos outros”, e pelo que vi, a começar pela administração nacional, faltou-lhes sabedoria e também compreensão.

Diz aí, você concorda com a ideia de um lockdown nesse momento?
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Earlhes Laurindo

Earlhes Laurindo

Earlhes Laurindo Nantes, escritor, poeta e Membro cofundador da antiga ASSEI (Associação de Escritores de Ibatiba) que mais tarde se tornou a AILA.

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