30/05/2020 às 22h06min - Atualizada em 30/05/2020 às 22h06min

O que é verdadeiramente caro?

Nas atuais e modernas sociedades tudo que se procura tem um preço. De um certo modo, pode-se comprar de “quase tudo e mais um pouco” com o tal de dinheiro. Um tanto quanto curioso pois, desde a alimentação, até mesmo o corpo de uma pessoa para saciar a libido tem um preço nessas sociedades. Há quem vende a própria honra por uma quantia dele, alguns vendem o direito a liberdade por causa do tal…

Quais são os benefícios que o dinheiro traz? Por que algo que foi criado para facilitar a vida tem trazido tantos transtornos? Por que o poder aquisitivo tem trazido à sociedade uma desigualdade que vai além do físico? Os ricos atuais possuem muito dinheiro ou o dinheiro que os possuem? Quando a humanidade começou a desenvolver, não havia tanta diferença, como nos permitimos ser tão diferentes? Seria possível reverter essa situação? Poderemos voltar a ser simplesmente humanos? O que nos falta?

Quando bem empregado, o dinheiro nos traz grandes benefícios como: qualidade na alimentação, saúde, lazer, cultura. Mas, também, pode se tornar algo mortal, imoral, desonroso… Possuir dinheiro nas sociedades atuais significa ter poder, e não apenas poder aquisitivo, mas o poder de ser importante, o poder de ter a atenção voltada para tudo o que diz e faz. Alguns perdem até mesmo a privacidade só para ter poder, para ser o centro das atenções.

Mas o que é realmente caro hoje? O sistema social está focando demais em colocar preço em tudo fazendo com que as pessoas esqueçam o valor das coisas e principalmente, esquecerem o significado de ser pessoa. Tal pensamento é expresso por um personagem de um Livro mundialmente conhecido descrito a seguir:

"Tudo o que é vendável é barato; ainda que custe um bilhão de dólares, há alguém com dinheiro para pagar. Apenas o que é invendável é caro…

O dinheiro compra ansiolíticos, mas não a capacidade de relaxar. Compra bajuladores, mas não os ombros de um amigo. Compra joias, mas não o amor de uma mulher. Compra um quadro de pintura, mas não a capacidade de contemplar. Compra seguros, mas não a habilidade de proteger a emoção. Compra informações, mas não o autoconhecimento.

Compra lentes de contato, mas não a capacidade de ver os sentimentos não expressos. O dinheiro compra um manual de regras para educar quem amamos, mas não compra um manual de vida". (Et al Cury, Augusto, O Vendedor de Sonhos e a Revolução dos Anônimos, Capítulo 4, pág. 41).

Diante dessa pandemia, algumas pessoas parecem estar se tocando no quão importante é a liberdade de poder sair, estão percebendo o quanto é importante ter alguém por perto, estão percebendo que quem morreu por causa desse vírus e desprezavam era realmente muito importante. E ainda, estão percebendo que sua fortuna o torna apenas um miserável diante dessa problemática. O que realmente é caro, somente o será se o dinheiro não puder pagar.


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