04/09/2018 às 23h22min - Atualizada em 04/09/2018 às 23h22min

Investir no bem-estar dos colaboradores ajuda a reduzir os passivos trabalhistas

No entanto, a maioria destes problemas pode ser evitado com medidas simples, como explica Pedro Bassul, especialista em Direito do Trabalho do escritório Pimentel Bassul Advogados.

Entre as questões que mais preocupam as empresas, hoje em dia, está o passivo trabalhista. Resultado de fatores como falta de pagamento de horas extras e comissões, não recolhimento de encargos sociais ou irregularidade no registro da carteira de trabalho, o passivo trabalhista pode afetar as finanças de uma empresa e até mesmo contribuir para sua falência.

No entanto, a maioria destes problemas pode ser evitado com medidas simples, como explica Pedro Bassul, especialista em Direito do Trabalho do escritório Pimentel Bassul Advogados. Ele conta que a prevenção diante de possíveis problemas trabalhistas, combinada à construção de uma cultura corporativa que ofereça melhores condições de trabalho e gere um sentimento de reconhecimento e satisfação nos colaboradores, é um bom caminho para evitar que a empresa perca dinheiro com esse tipo de ação.

Desde o início, o empregado deve ter uma noção clara das políticas e condutas a serem seguidas na empresa. “Comunicados, manuais, reuniões e outras formas de comunicação interna, ajudam a informar o funcionário dos seus deveres para com o trabalho e evitar desconhecimento de determinadas regras. Práticas simples como o envio de uma circular oficial sobre determinada norma podem ajudar a minimizar os problemas com o empregado e ainda resguardar a empresa”, comenta Bassul.

Uma das maiores causas de passivos trabalhista é o pagamento de horas extras, uma questão que pode ser facilmente resolvida com a instalação do controle de ponto eletrônico. Desta forma, é possível registrar as horas trabalhadas pelo funcionário de maneira correta, evitando desentendimentos e possíveis ações contra a empresa.

Além disso, investir no bem-estar dos funcionários e na construção de um bom clima no ambiente de trabalho ajuda a criar um vínculo entre a empresa e o trabalhador, deixando-o mais satisfeito e diminuindo a probabilidade de queixas. O especialista em direito do trabalho explica que programas de ergonomia e ações de promoção da saúde, como a implementação de ginástica laboral, demonstram uma preocupação da empresa com o funcionário e motivam a equipe.

Pedro Bassul explica que, hoje em dia, os funcionários valorizam práticas que vão além do pagamento de um bom salário. “Agora o trabalhador procura fazer algo que ele realmente gosta e que o faça sentir que contribui para a evolução da empresa, como parte do todo. Por isso, também é importante dar feedbacks constantes e investir em capital humano e treinamentos para reciclagem de conhecimento. Práticas como essas contribuem para satisfação do funcionário e para o crescimento da empresa”, conclui o advogado.

Gabrielle Tallon
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