09/04/2021 às 16h40min - Atualizada em 13/04/2021 às 00h29min

Novos preços mínimos para o café começam a valer até março de 2022

Os novos preços foram aprovados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião que aconteceu no dia 25 de março.

Foram publicados no Diário Oficial da União desta sexta-feira (9) os novos valores de preços mínimos do café safra 2021/22, que foram definidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e terão vigência entre abril deste ano e março de 2022. A portaria foi assinada pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina. Os novos preços foram aprovados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião que aconteceu no dia 25 de março.

Para a safra 2021/22, o novo preço mínimo para o café arábica para todo o Brasil foi fixado pela Conab em R$ 369,40, um aumento de 1,46% em relação ao período de 2020/2021, que era de R$ 364,09. Já para o café conilon, tanto para Rondônia como para o restante do país, o novo preço mínimo foi estabelecido em R$ 263,93. No caso de Rondônia, o ganho foi de 25,6%, pois o valor local na safra 2020/21 era de 210,13. Já para outros estados, com preço definido em R$ 242,31, a variação foi de um aumento de 8,92%. Em todos os casos utiliza-se como referência a saca de 60 quilos.

O novo valor para o arábica é destinado ao café tipo 6, bebida dura para melhor, com até 86 defeitos, peneira 13 acima, admitido até 10% de vazamento e teor de umidade de até 12,5%. Já o conilon é ao tipo 7, com até 150 defeitos, peneira 13 acima e teor de umidade de até 12,5%.

Custos de produção – O preço mínimo é atualizado anualmente e toma como base os custos de produção, entre outros fatores. Após a definição, a Conab faz a proposta e encaminha ao Ministério da Agricultura. Mas, para essa definição, os técnicos da Companhia levam em conta as variações nos preços dos insumos utilizados para o cultivo do produto, como os defensivos agrícolas, por exemplo. Como muitos deles são importados, o dólar é um importante fator na atualização dos custos.

Caso o preço do produto no mercado fique abaixo do mínimo, o governo, por meio da Conab, deve colocar em prática políticas para, além de garantir uma remuneração mínima ao produtor, estimular a reação do mercado. Isso pode ocorrer por meio do incentivo à retirada do café de uma região com grande produção e levá-la para outra localidade, ou mesmo adquirir o produto para diminuir a oferta.

Esse apoio do governo é amparado na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), ferramenta executada pela Conab cujo objetivo é diminuir a variação de renda dos produtores rurais e assegurar uma remuneração mínima. Uma vez que estimula o agricultor a produzir, a política também promove a regularidade do abastecimento nacional.

Clique aqui para acessar a Portaria Nº 77, de 7 de abril de 2021.

Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://ibatibaonline.com.br/.
Fale pelo Whatsapp
Atendimento
Precisa de ajuda? fale conosco pelo Whatsapp